O programa de rádio que estava faltando ao METAJORNALISMO - e à imprensa. Um espaço radiofônico onde as questões do jornalismo de ontem, hoje e de um provável amanhã são discutidas em meio à canções, aplausos, gritos, solenidades e intervenções técnicas. Além do quadro que irá para a CPI: "O que deve ir para a Petrobrás?" e "O que deve ficar bem longe da Petrobrás?" - dentro do jornalismo, claro. Ouçam e comentem. Por que comentar? Ouçam e saberão.
http://www.4shared.com/file/108356862/2d29cf24/PODCAST.html
Créditos:
Yasmin Gomes - mediadora e debatedora
Danilo Thomaz - redator e debatedor
Catharina Guadalupe - debatedora
Lilian Sanches - debatedora
quinta-feira, 4 de junho de 2009
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Um pouco da história dos pasquins.
Pasquim: Jornal ou panfleto difamador. (dicionário Michaelis)Muitas características marcaram os jornais durante a história da imprensa brasileira.
Havia jornais que eram tradicionais, com linguagem culta e sem extravagância, mas havia também pequenos jornais de nomes estranhos, de caráter humorístico, que levantavam grandes discussões principalmente em épocas de censura.
Por volta de outubro de 1822, a liberdade de imprensa volta a ser restringida. E a partir desta censura surgem os pasquins, que eram pequenos jornais-panfletos de vida efêmera que defendiam ideais de liberdade e luta, nos quais o Brasil viveu desde os tempos de Regência até a República. Possuíam linguagem violenta, que criticavam e denunciavam os males do governo da época, recorriam também à calúnia e ao insulto pessoal, tudo isto de forma cômica e descontraída para atrair e desenvolver o espírito crítico nos brasileiros.
A Regência foi marcada pelo período das Sociedades Políticas, e estas difundiam suas idéias por meio de jornais e pasquins. Por exemplo, a Sociedade Defensora da Liberdade e da Imprensa, que era integrada por membros do grupo Moderado, contava com os pasquins Aurora Fluminense, Astréia e O Sete de Abril; A Sociedade Federal que era composta pelos Exaltados, disseminavam suas idéias nos pasquins A Malagueta, Republico, O Grito dos Oprimidos e o Burro Aflito; E por fim a Sociedade Conservadora da Constituição Brasileira, que mais tarde de chamou Sociedade Militar, constituída pelos Restauradores, chefiados por José Bonifácio de Andrada e Silva (na foto acima), que dispunham dos pasquins O Brasil Aflito, O Soldado Aflito, O Tamoio Constitucional e O Caramuru.
Após o período regencial, os pasquins passariam a ter uma paixão doutrinária, passando a defender princípios abolicionistas e Republicanos.
O jornal O Pasquim.

Por volta de 1969, época do regime militar, com a mesma idéia satírica e politizada com críticas ao governo, surge O Pasquim, criado pelo cartunista Jaguar e pelos jornalistas Tarso de Castro e Sérgio Cabral, sendo o jornal mais influente de oposição à ditadura no Brasil, atingindo uma tiragem de 200 mil exemplares em meados dos anos 1970. O símbolo principal do jornal era o ratinho Sig (de Sigmund Freud), desenhado por Jaguar, que dizia : “...se Deus havia criado o sexo, Freud criou a sacanagem”.
Grandes figuras de destaque na imprensa participaram do jornal, como Ziraldo, Millôr Fernandes, Henfil, Prósperi, Claudius, Fortuna, Miguel Paiva, Hubert, Reinaldo e muitos outros.
Algumas charges da época:
Henfil


Por falar sobre política e cultura de forma humorística, O Pasquim passou a atrair grande público, mas por ser um jornal de esquerda, desagradou o governo. Em 1970, a redação inteira foi presa por causa da publicação de uma sátira do quadro de Dom Pedro I as margens do Ipiranga. Com isso, os militares acharam que o jornal sairia de circulação, porém Millôr Fernandes, que escapara da prisão, conseguiu manter O Pasquim com o apoio de intelectuais cariocas. Mas com tantas ameaças mais as baixas publicações, o jornal estava próximo do fim, mas ainda sobreviveria a redemocratização de 1985.
Com o surgimento de jornais oposicionistas e novos conceitos de humor, O Pasquim chegou ao fim, tendo sua última edição em 1991, apesar dos esforços de Jaguar em manter o jornal ativo.
Isso não significou que O Pasquim tenha caído no esquecimento, o jornal ganhou um documentário produzido com recursos do governo chamado O Pasquim – A Subversão do Humor, que foi lançado em junho de 2004 e exibido pela TV Câmara. Em 2006 a Editora Desiderata lançou o livro O Pasquim – Antologia. 1969-1971, tendo um segundo volume em 2007, que cobre o período entre 1972 e 1973.
O documentário sobre o jornal O Pasquim, exibido pela TV Câmara. Para assistí-lo, clique no link abaixo:
http://www.camara.gov.br/internet/tvcamara/default.asp?selecao=MAT&Materia=17536
Ingrid Navarro
Fontes das fotos:
http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/jose-bonifacio/imagens/jose-bonifacio-8.jpg
http://spectrum.weblog.com.pt/arquivo/pasquim.jpg
http://www.universohq.com/cinema/images/henfil_profissao_cartunista2.jpg
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj_b4OphGQIoombxzuhMNH3Z3itaVSaLgemyQsaAixquo_tOjdMbJL99aM-Br40N6NtaMOIvTkcjRXQLnlGpIGIwme4k9bO3Wy3bLFnH0TLR_6PnlPqdM9xWbNkdB6qUDL6IcAyA3r19GkW/s400/000g3003.jpg
http://www.jblog.com.br/media/101/20080917-theotonio.jpg
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terça-feira, 19 de maio de 2009
ERRATA
Ao contrário do que foi publicado no dia 12 de maio de 2009, o jornalista Augusto Nunes trabalhou como redator-chefe e não como diretor de redação da revista VEJA. O erro já foi corrigido no próprio texto.
Peço desculpas.
Obrigado,
Peço desculpas.
Obrigado,
Danilo Thomaz
Editor-chefe
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Uma Breve História da Nona Arte

A disputa por leitores é um fato conhecido por todos que se envolvem com os jornais, e, muitas vezes, essa vontade de aumentar as vendas faz com que as pessoas sejam presenteadas com algumas inovações. Nesse cenário, foram criadas as histórias em quadrinhos, também conhecidas como a "nona arte". Apesar de hoje algumas pessoas não os levarem a sério, os quadrinhos foram responsáveis por um enorme aumento nas tiragens do final do século XIX.
Os primeiros quadrinhos que deram cor às páginas dos jornais eram feitos a partir de personagens cômicos (crianças travessas, animais ou adultos estranhos). Foi ai que apareceu a expressão americana "comics". Oficialmente, o personagem pioneiro foi "the Yellow Kid" (na imagem logo abaixo). Criado em 1845, por Richard Outcault, o menino amarelo nada mais era do que uma charge com os textos escritos em suas roupas.

Por muitos anos os "comics" dominaram as publicações, mas com a quebra da bolsa e a grande depressão que assolava os E.U.A foram criados os personagens heróicos. O povo precisava de esperança e a encontraram em desenhos realistas de heróis que enfrentavam as dificuldades e venciam no final da história. Nessa época, onde as caricaturas eram deixadas de lado, surgiu o detetive Dick Tracy e o gênero policial encheu os quadrinhos de brutalidade.
No final da década de 30, Adolfo Aizen foi o responsável por editar um suplemento infantil no jornal "A Nação", que trazia compilações das "comics" americanas. Mais tarde, o jornal "O Globo" também lançou seu suplemento voltado para o público jovem e lançou a revista "O Gibi", que popularizou e rebatizou os quadrinhos no Brasil.
Nos anos 40, com a ameaça da II guerra mundial, os heróis passaram a ter poderes extraordinários e se transformaram em super-heróis. O primeiro a nascer com esse título foi o "Superman", seguido de centenas de outros justiceiros poderosos. Em 1941 foi criado o "Capitão América" com o objetivo de incentivar a juventude americana a lutar na guerra. Neste mesmo ano, os quadrinhos deram um salto qualitativo com a criação da obra-prima de Will Eisner, "The Spirit", que fazia uso primordioso de luz e sombra, se inspirava em técnicas expressionistas e tinha histórias que pareciam retiradas de contos literários.
Nos anos 40, com a ameaça da II guerra mundial, os heróis passaram a ter poderes extraordinários e se transformaram em super-heróis. O primeiro a nascer com esse título foi o "Superman", seguido de centenas de outros justiceiros poderosos. Em 1941 foi criado o "Capitão América" com o objetivo de incentivar a juventude americana a lutar na guerra. Neste mesmo ano, os quadrinhos deram um salto qualitativo com a criação da obra-prima de Will Eisner, "The Spirit", que fazia uso primordioso de luz e sombra, se inspirava em técnicas expressionistas e tinha histórias que pareciam retiradas de contos literários.
Alguns anos depois do final da guerra, as histórias de terror cairam no gosto dos jovens. Publicações como "Contos da Cripta" dividiam opiniões. A sociedade conservadora, alegado a preservação da moral e dos bons costumes passou a perseguir e discriminar esse tipo de quadrinhos, fazendo com que fosse criado um código de ética como o que já existia no cinema. Apesar da perseguição da sociedade, essa época foi marcada pela criação de histórias adultas com personagens infantis vivendo em um mundo cheio de neuroses e inseguranças, como o americano "Peanuts", conhecido no Brasil como Charlie Brown, e a argentina "Mafalda".
Ainda na década de 50, aparece no Brasil o que iria se tornar o maior exemplo de sucesso nos quadrinhos nacionais: a "Turma da Mônica", criada por mauricio de Souza, que completa cinquenta anos agora, em 2009. As primeiras histórias seguiam o estilo de histórias com contéudo adulto e introspectivo, com o cachorro "Bidu" falando monólogos existencias com sua companheira "Dona Pedra". A personagem que se tornou protagonistas das histórias de Mauricio só foi aparecer pela primeira vez em 1963. Mônica foi inspirada na filha do cartunista e sua criação fez as histórias seguirem por outro caminho, visando agradar o público infantil.
Com o surgimento da contra-cultura, os quadrinhos passaram a adotar uma postura mais politicamente incorreta, abusando do sexo, drogas e rock'n'roll e se tornando parte do movimento underground. Personagens com "Fritz, The Cat" mostravam o lado feio da sociedade personificada em animais e rompia com a visão de que histórias de bichinhos são bobas e infantis. No Brasil, os quadrinhos "underground" ganharam muita força na década de 80 com a revista "Chiclete com Banana". Alguns de seus colaboradores, como Angeli, Laerte e Glauco, ainda estão na ativa publicando seus trabalhos em grandes jornais do pais, e influenciando muitos artistas da nova geração.

No quadrinho acima, a tira de Angeli. À direita, no início da matéria, capa da revista em quadrinhos "The Return of Autumn Mews", publicada em 1949.
Gustavo Chiodetto
quinta-feira, 14 de maio de 2009
“Os jornais, contudo, morrerão, sinto dizer-lhes isso. Tal como existem hoje, tudo indica que morrerão. Só não me arrisco a dizer quando.
Que viva, pois, o jornalismo! (...) ”
Ricardo Noblat em “A arte de fazer um jornal diário”.
Que viva, pois, o jornalismo! (...) ”
Ricardo Noblat em “A arte de fazer um jornal diário”.
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